10 gestos comumente mal interpretados no exterior

Viajantes habituais têm que ser bons em mímica. Quando você precisa se comunicar em outro país e não domina a língua em questão, a expressão corporal é fundamental. Um viajante experiente pode negociar um táxi, comprar comida no mercado e pedir indicações de ruas para um estranho só com o movimento das mãos.
Podem ocorrer mal-entedidos, no entanto, quando um gesto típico de seu país significa algo completamente diferente em outras partes do mundo. A seguir, 10 gestos comuns em alguns países, que podem causar ofensas em outros.

1. Sinal de V com os dedos

Em 1992, o presidente dos EUA George Bush visitou a Austrália e, da janela de sua Limousine, ergueu seus dedos médio e indicador em forma de V, à la Winston Churchill. Com a palma virada para fora, o V significa vitória na Inglaterra ou paz nos Estados Unidos, sendo um gesto muito comum. Infelizmente, Bush fez o sinal com a palma virada para dentro, o equivalente – em palavras sutis – ao “dane-se”.

2. Mostrar a palma das mãos

Aqui na América, o gesto é comumente utilizado para dizer “pare”. Já na Grécia, mantenha as palmas viradas para você. Lá, voltar as palmas para uma pessoa é um gesto altamente ofensivo. Acredita-se que esse gesto veio do período Bizantino, quando as pessoas humilhavam prisioneiros algemados esfregando excrementos em suas caras.

3. Sinal de positivo

Esse gesto que, para nós, é sinal de aprovação ou concordância, é um claro exemplo do quanto as barreiras lingüísticas podem nos confundir. Tente evitá-lo na Tailândia, visto que, lá, o sinal é sinônimo de desaprovação. É um gesto típico das crianças tailandesas, mais ou menos equivalente ao mostrar a língua. Se você cometer o deslize, os tailandeses ficarão mais confusos do que ofendidos; em todo caso, é bom evitar. Já em Bangladesh e no Irã, o gesto é altamente ofensivo e tem o mesmo significado de “mostrar o dedo do meio” para nós. No Japão, esse gesto informal significa “namorado”, e o seu uso não é recomendado para homens.

4. Chamar com o indicador

Curvar seu dedo indicador para dizer “venha cá” não é indicado em diversos países asiáticos. Nas Filipinas, esse gesto é utilizado apenas para cachorros. Usá-lo para chamar uma pessoa é depreciativo, pois sugere que você a vê como um inferior. Não é um bom modo de passar boa impressão ao chamar um garçom ou balconista.

5. Passar a mão na cabeça

Passar a mão na cabeça de uma criança é um gesto de carinho em vários países do ocidente. Se você quer obter a atenção de uma criança, a cabeça é o lugar mais fácil de tocar. Na fé budista, porém, o topo da cabeça é o ponto mais alto do corpo, e é onde reside o espírito. Tocar o topo da cabeça de uma pessoa é altamente invasivo, para crianças e também para adultos. Evite isso em qualquer país onde a população é predominantemente budista.

6. Círculo com os dedos

Formar um círculo com o seu polegar e indicador significa “ótimo” ou “ok” nos Estados Unidos. O sinal também é utilizado por mergulhadores para comunicar que não há problemas. Em muitos países da América Latina, no entanto, o gesto é considerado obsceno. Na França, o gesto significa “zero”. A não ser que você esteja se comunicando com um mergulhador francês, você pode acidentalmente estar sugerindo que algo (ou alguém) é desprezível e sem valor. É uma má ideia ao tentar elogiar um chef pela refeição.

7. Sinal de figa

A figa – sinal feito com a palma da mão fechada e o polegar entre os dedos indicador e médio – no Brasil, é um símbolo comumente usado para desejar sorte e afastar coisas ruins. Nos Estados Unidos, o gesto não possui um significado certo, a não ser quando se brinca de “roubar o nariz” com uma criança. Não tente fazer isso na Turquia, pois esse gesto é extremamente agressivo (equivalente ao mostrar o dedo do meio no Brasil). Espere duras reações dos pais se algum americano tentar “roubar o nariz” de uma criança turca.

8. Oferecer com uma mão

No ocidente, as pessoas não se importam muito com o modo em que suas mãos estão na hora de entregar um objeto à outra. Entretanto, no Japão, é educado e esperado que as pessoas ofereçam as coisas com as duas mãos. Se você entrega um cartão pessoal a alguém ou passa a sua câmera para que lhe tirem uma foto, certifique-se de passá-los com as duas mãos. Isso demonstra que você é atencioso e sincero ao entregá-los. Oferecer com apenas uma mão pode passar a impressão de desdém.

9. Cruzar os dedos

Em muitas culturas ocidentais, é comum que se faça esse gesto quando se deseja sorte. Uma mão com o dedo indicador e o dedo médio cruzados faz até parte da logomarca da Loteria Nacional do Reino Unido. No Vietnã, no entanto, esse é um gesto obsceno, especialmente quando feito enquanto se dirige ou se olha para outra pessoa. Acredita-se que os dedos cruzados assemelham-se com a genitália feminina.

10. Mão chifrada

O famoso símbolo do heavy metal, com os dedos mindinho e indicador levantados, também pode significar que alguém está sendo infiel. Pense duas vezes antes de fazer esse sinal na Itália, especialmente se você estiver bem atrás de um homem. Lá, esse gesto quer dizer a mesma coisa que “corno” ou “chifrudo”.

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17 opiniões sobre “10 gestos comumente mal interpretados no exterior”

  1. Legal cara! Seria legal você ter comentado que o sinal de Heavy Metal realmente surgiu na Itália quando o Dio estava aborrecido com alguém da platéia.

  2. Na Africa do Sul, o gesto de bater a mão direita fechada em cone na palma aberta da mão esquerda significa algo ou algum lugar muito cheio, enquanto que no Brasil o gesto significa “vá se f@#$%%$)…. eu sempre aviso aos sul-africanos para evitarem esse gesto por aqui, para evitar problemas de interpretacao, hehehe…. bom post…

  3. Na verdade os chifrinhos aqui na Italia é tipo uma ‘maldiçao’ que vc ta mandando pra pessoa. Tipo, mandando de volta a energia negativa. E quando nao é dirigido a uma pessoa, vc faz o chifrinho apontando pra baixo, pra mandar embora as energias negativas.

  4. Esse do gesto do chifre, comum no Heavy Metal, foi feito pela primeira vez por Ronnie James Dio, vocalista do Rainbow e do Blach Sabbath, que morreu de cancer.
    Ele fazia este gesto porque sua avó, italiana, costumava usá-lo. Era usado para espantar o mal olhado!
    Dio começou a fazer isto nas primeiras apresentações com o Black Sabbath, pois tinha substituido Ozzy, e queria espantar o mal olhado dos fãs de Ozzy.
    Aí o gesto pegou pois como o Rock é “musica do diabo” (até hoje existe gente primitiva que pensa assim), ficou legal fazer!

  5. Não é verdade que seja o Ronnie James Dio.Quem terá sido o primeiro tb não sei,mas minha avó,já faleceu há 40 anos e ensinou-me alguns gestos que nunca devia usar e que eram feitos pelos trabalhadores do local quando menos bem sucedidos.

  6. Não tenho intenção de ir para a asia e oriente médio mesmo , esses costumes deles refletem na qualidade de vida e intelectualidade.
    “V pra dentro” para os asiaticos e o pessoal do oriente médio!

  7. Olá senhor. Você poderia ter colocado também aquele gesto que para pedir carona aqui, a gente tem que balanças as mão de cima para baixo.
    Em Israel, fazer isso é o mesmo que mandar alguém ia à p.q.p. Porque lá, isso é feito apontando e balançando o dedo para baixo.

  8. Não é so no japão que é de boa educação entregar algum objecto com as duas mãos, também na china é. E deve-se também receber o mesmo objecto com as duas mãos.

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